Sem testemunhas presenciais e sem um corpo encontrado, o caso contra Fernando Valente, acusado da morte de Mónica Silva, parecia inicialmente envolto em incerteza. No entanto, foi o telemóvel da vítima — e a forma como foi usado após o seu desaparecimento — que se tornou a principal peça do puzzle e acabou por comprometer o arguido.
Segundo a investigação, após o alegado crime, Fernando Valente terá mantido o telemóvel de Mónica ativo durante vários dias, usando-o para enviar mensagens a familiares e amigos, tentando passar a ideia de que ela se ausentara por vontade própria. As mensagens, no entanto, levantaram suspeitas desde o início: o tom não correspondia ao habitual, os erros de escrita eram invulgares, e a ausência de chamadas de voz era inexplicável para quem, supostamente, queria tranquilizar os seus.
A análise forense ao dispositivo revelou muito mais do que mensagens mal disfarçadas. Investigadores detetaram que o telemóvel de Mónica esteve localizado, após o desaparecimento, nas imediações da casa de Fernando Valente e, posteriormente, na zona onde o carro do arguido foi captado por câmaras de videovigilância. As comunicações feitas após a data provável da morte coincidiram com os movimentos geográficos de Valente, e não da vítima.
Além disso, os peritos conseguiram recuperar dados apagados, incluindo rascunhos de mensagens que nunca foram enviadas, e outras tentativas de simular normalidade. Tudo indicava que alguém tentava construir uma narrativa paralela para encobrir o crime. A reconstrução temporal da atividade do telemóvel foi apresentada no julgamento como uma das provas-chave da acusação.
Sem testemunhas diretas do crime e com o corpo de Mónica Silva ainda desaparecido, o caso baseia-se fortemente em provas tecnológicas e comportamentais. A manipulação do telemóvel tornou-se, assim, num testemunho silencioso mas incriminador — revelando, com detalhe, as ações pós-crime do principal suspeito.
O julgamento prossegue, mas o que parecia um caso difícil de provar está agora sustentado por evidências digitais robustas. Na ausência de um corpo, o silêncio da vítima foi substituído por dados — frios, mas reveladores — que contam uma história de tentativa de controlo, ocultação e, possivelmente, um homicídio meticulosamente planeado.
Tânia lar ajo nesta manhã afirmou que existe provas que Fernando Valente e monica silva estavam juntos naquele dia…ainda falta ouvir um agente da polícia e umas testemunhas importantes mas o caso leva bons contornos para se encontrar o culpado…
Novos detalhes em apuramento…
