Um sismo de magnitude 5,1 na escala de Richter foi registado esta sexta-feira, 20 de junho, nas proximidades da cidade de Semnan, no norte do Irão, a cerca de 230 quilómetros da capital, Teerão. A informação foi avançada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza este tipo de eventos a nível global.
O abalo sísmico ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 10 quilómetros, o que o classifica como relativamente superficial. Tremores com este tipo de profundidade têm maior probabilidade de serem sentidos à superfície, o que provocou alguma inquietação entre os habitantes locais.
Segundo dados preliminares recolhidos pela agência noticiosa francesa AFP, não há até ao momento registo de vítimas mortais ou feridos. Também não foram reportados danos materiais significativos, embora as autoridades locais estejam ainda a realizar avaliações nas áreas mais próximas do epicentro.
A população da cidade de Semnan e das zonas rurais circundantes sentiu o tremor com intensidade, tendo algumas pessoas saído para a rua por precaução. O medo de réplicas levou à suspensão temporária de algumas atividades em edifícios públicos e escolas.
As autoridades iranianas ativaram protocolos de emergência e equipas da Proteção Civil foram destacadas para os locais potencialmente afetados. O Ministério do Interior está a acompanhar de perto a evolução da situação e a garantir que a população se mantém informada.
O Irão é um dos países com maior risco sísmico do mundo, devido à sua localização entre várias placas tectónicas ativas. Ao longo das últimas décadas, o país já foi palco de diversos terramotos devastadores, alguns dos quais provocaram milhares de vítimas.
Apesar da magnitude moderada deste sismo, a sua proximidade a áreas urbanas sempre levanta preocupação. As construções menos resistentes continuam a ser um ponto frágil em muitas regiões, o que leva as autoridades iranianas a reforçarem a vigilância em eventos desta natureza.
Organizações de monitorização sísmica continuam a acompanhar a atividade na região para detetar possíveis réplicas. Até ao momento, não foram registadas novas ondas sísmicas de relevo, mas a possibilidade de réplicas não está excluída nas horas seguintes.
Os especialistas alertam que a população deve manter a calma, mas permanecer atenta às instruções oficiais. Em muitos casos, os maiores perigos surgem não no sismo inicial, mas em abalos secundários ou em estruturas danificadas que podem colapsar.
A ocorrência deste sismo serve como mais um lembrete da vulnerabilidade do Irão a fenómenos naturais de grande impacto. As autoridades reafirmaram o seu compromisso com o reforço das infraestruturas e com a sensibilização da população para práticas de segurança em caso de terremotos.
