José Raposo emocionado !

 

José Raposo recorreu às redes sociais para prestar uma sentida homenagem a Manuel Coelho, ator veterano que encerrou um ciclo de 47 anos no Teatro Nacional D. Maria II. A publicação, feita no Instagram, rapidamente emocionou colegas, fãs e amantes do teatro, pela gratidão e respeito que transmite.

“Manuel Coelho terminou a sua dedicada, longa e gloriosa viagem pelo Teatro Nacional D. Maria II”, começou por escrever Raposo. O ator sublinhou a importância da carreira do colega, apelando ao reconhecimento público do seu contributo para a cultura nacional.

“Foi quase meio século de entrega a uma casa histórica, um feito que deveria ser celebrado pela imprensa, pelo Estado e por todos os representantes culturais do nosso país”, acrescentou. Segundo José Raposo, o percurso de Manuel Coelho merece destaque como “ato maior de um agente cultural português”.

Na mesma mensagem, Raposo enalteceu não apenas o profissionalismo do colega, mas também o seu lado humano. “Além do grande ator, o Manel é uma excelente pessoa! Obrigado por tudo, Manel!”, escreveu, visivelmente comovido.

O ator também partilhou um resumo do percurso de Manuel Coelho, realçando a sua estreia em 1970, com apenas 16 anos, e a vasta experiência adquirida ao longo das décadas, em teatro, cinema, rádio e televisão. O ator passou por importantes companhias e trabalhou com grandes nomes da encenação nacional e internacional.

Foi no Teatro Nacional D. Maria II, no entanto, que Manuel Coelho construiu a sua maior ligação artística. Desde 1978, participou em dezenas de peças, incluindo obras de Shakespeare, Molière, Bernardo Santareno e Beckett, entre outros autores de referência.

Entre os momentos altos da sua carreira, destaca-se a representação de Portugal em Paris, no Théâtre d’Europe, com a peça “D. João”, e a digressão a Macau com “À Espera de Godot”. A sua versatilidade levou-o a desempenhar papéis tanto em tragédias como em comédias clássicas.

Para além do palco, Manuel Coelho teve também um papel relevante nos bastidores, sendo assistente de encenadores consagrados e integrando ciclos de teatro promovidos por instituições culturais. Foi ainda diretor de cena e liderou digressões nacionais e internacionais.

Com a sua saída do Teatro Nacional D. Maria II, termina uma era marcada pela paixão, dedicação e talento inquestionáveis. A comunidade artística une-se agora ao tributo de José Raposo, reconhecendo em Manuel Coelho uma figura incontornável do teatro português.