Pelo Menos Duas Mortes Confirmadas e Vários Danos Materiais

 

A Guatemala foi abalada, esta terça-feira, 2 de julho, por uma sequência de sismos que atingiram magnitudes entre os 4,8 e os 5,6 na escala de Richter. Os abalos, registados a sul da Cidade da Guatemala, provocaram pelo menos duas mortes e vários danos materiais, deixando a população em alerta e as autoridades mobilizadas no terreno.

O primeiro tremor ocorreu às 15h11 (hora local), com uma magnitude de 4,8. Cerca de trinta minutos depois, um segundo sismo, mais forte, com 5,6 de magnitude, voltou a sacudir a região, gerando pânico e levando à evacuação de escolas, hospitais e edifícios públicos. Um terceiro abalo, novamente de 4,8, ocorreu pouco depois, com réplicas sentidas até ao vizinho El Salvador.

Segundo o Instituto Nacional de Sismologia da Guatemala, os epicentros localizaram-se a sul da capital e a uma profundidade superficial, o que contribuiu para a intensidade com que os tremores foram sentidos. De acordo com o organismo, mais de 35 réplicas foram registadas ao longo da tarde e noite.

As autoridades confirmaram que uma das vítimas mortais perdeu a vida após um deslizamento de terras ter soterrado um carro numa estrada montanhosa, a sudoeste da capital. A segunda vítima, ainda por identificar, terá falecido após o colapso parcial de uma habitação precária numa área rural. Várias outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros e estão a receber assistência médica.

A resposta de emergência foi rápida. Equipas de resgate, bombeiros e agentes de proteção civil foram mobilizados para as zonas mais afetadas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram edifícios com fissuras, estradas cortadas e pessoas nas ruas, em busca de segurança.

O Presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, decretou a suspensão imediata das aulas nas regiões de Cidade da Guatemala, Escuintla e Sacatepéquez, além de conceder tolerância de ponto a trabalhadores do setor público. “A prioridade é garantir a segurança da população e avaliar os danos com rigor”, declarou o chefe de Estado.

Muitos edifícios foram evacuados de forma preventiva, incluindo hospitais e centros comerciais. O sistema de alarme sísmico foi ativado em várias áreas da capital, ajudando a evitar um número maior de vítimas. “Foi um susto enorme, parecia que o prédio ia cair”, contou um funcionário de um escritório no centro da cidade.

A Guatemala, situada numa das regiões sísmicas mais ativas do mundo, enfrenta com frequência este tipo de fenómenos naturais. A confluência das placas tectónicas das Caraíbas e de Cocos, bem como a presença de várias falhas geológicas ativas, tornam o país especialmente vulnerável a abalos de terra.

As autoridades continuam a monitorizar a situação, uma vez que novas réplicas são esperadas nas próximas horas. A população foi aconselhada a manter a calma, seguir os protocolos de segurança e evitar circular em zonas de risco, como encostas instáveis e estruturas comprometidas.

O país está agora em fase de avaliação dos danos, com técnicos a inspecionar edifícios e infraestruturas. Enquanto isso, o governo pede solidariedade e responsabilidade civil, lembrando que o risco sísmico permanece elevado nos próximos dias.