Na manhã desta quinta-feira, 17 de julho de 2025, o antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes, esteve envolvido num acidente rodoviário no Itinerário Complementar 1 (IC1), na zona de Alcácer do Sal. A situação ocorreu durante uma deslocação oficial, quando a viatura em que seguia colidiu com o espelho retrovisor de um camião.
Apesar do impacto, não se registaram ferimentos nem no antigo chefe de Estado nem no seu motorista. Ambos puderam prosseguir viagem pouco depois do incidente, que, ainda assim, mobilizou vários meios de emergência e atraiu atenção nacional pela envolvência de uma figura de destaque da história política portuguesa.
O acidente envolveu cinco veículos no total: dois camiões de mercadorias e três ligeiros, incluindo a viatura oficial. A colisão acabou por gerar um cenário de caos na via, obrigando à intervenção de equipas de socorro e à regulação do trânsito por parte da GNR.
De acordo com informações prestadas pela RTP e pela Renascença, duas pessoas sofreram ferimentos ligeiros e foram prontamente assistidas no local pelas equipas de emergência. Não foi necessária a evacuação hospitalar imediata, mas o incidente exigiu operações de remoção dos veículos e limpeza da faixa de rodagem.
O IC1 é uma das principais vias de ligação entre o sul do Tejo e o Algarve, passando por áreas como Grândola e Alcácer do Sal. A ocorrência coincidiu com o aumento de tráfego típico da época estival, tornando a gestão da situação ainda mais complexa para as autoridades.
A Guarda Nacional Republicana esteve rapidamente no local para tomar conta da ocorrência e garantir a segurança da circulação rodoviária. Os militares assumiram o registo do acidente e coordenaram a reorganização do tráfego, que permaneceu condicionado durante várias horas.
Segundo testemunhos no local, a colisão terá começado com uma manobra apertada entre a viatura de Eanes e um dos pesados, provocando o embate no espelho retrovisor, o que, por sua vez, desencadeou reações em cadeia que envolveram os demais veículos.
Apesar do aparato, o acidente não provocou vítimas graves, mas voltou a evidenciar os riscos associados à circulação em vias movimentadas, sobretudo quando envolvem camiões de grandes dimensões. O IC1 tem sido frequentemente alvo de críticas por parte dos condutores devido à perigosidade de certos troços.
As autoridades continuam no terreno a acompanhar o processo de normalização do trânsito, apelando à prudência dos automobilistas. É expectável que a circulação seja totalmente restabelecida ao longo do dia, à medida que os trabalhos de remoção e limpeza avancem.
Este episódio, embora sem consequências trágicas, serve como um lembrete da importância de conduzir com cautela e manter a atenção em estradas com grande fluxo de veículos. O envolvimento de uma figura como Ramalho Eanes apenas reforça a relevância mediática do incidente.
