Acidente tira a vida a 4 pessoas !

 

Uma tragédia abalou profundamente a comunidade de Namacurra, na província da Zambézia, em Moçambique, na manhã desta sexta-feira, 18 de julho. Quatro pessoas da mesma família perderam a vida num violento atropelamento envolvendo uma viatura semicoletiva de transporte de passageiros.

O acidente ocorreu quando as vítimas, que seguiam num velocípede sem motor, foram colhidas por um veículo após uma manobra que as autoridades consideram irregular. O embate foi fatal e deixou a população local em estado de choque. A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou o ocorrido e abriu uma investigação ao caso.

De acordo com a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, a principal causa apontada para o acidente foi a inversão de marcha do velocípede, que terá entrado na faixa de rodagem em sentido contrário. “Tudo indica que houve uma manobra indevida que levou ao choque frontal com a viatura”, explicou a oficial.

As vítimas, que seguiam juntas no mesmo meio de transporte rudimentar, não resistiram à violência do impacto e faleceram no local. A dor e a consternação tomaram conta dos moradores da região, que assistiram impotentes a mais uma tragédia nas estradas moçambicanas.

Este caso vem agravar ainda mais o panorama alarmante da sinistralidade rodoviária em Moçambique. Só no primeiro semestre de 2025, foram registadas mais de 400 mortes em acidentes, número que representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os principais fatores que contribuem para este cenário, destacam-se o excesso de velocidade, a condução sob efeito de álcool, manobras perigosas e o fraco estado de conservação de muitas estradas. As autoridades têm reforçado os apelos à prudência e à obediência às normas de trânsito.

Face a este aumento de sinistros, o governo lançou um Plano Nacional de Segurança Rodoviária, que inclui medidas como o reforço da fiscalização, a melhoria da sinalização e a criação de centros especializados em apoio a vítimas de acidentes. Um projeto-piloto já está em curso na vila da Manhiça.

Ainda assim, muitos cidadãos reclamam a falta de campanhas educativas eficazes e a ausência de infraestruturas seguras para peões e ciclistas. “Não basta punir, é preciso prevenir e educar”, comentou um residente local.

O caso de Namacurra é mais um alerta para a urgência de uma resposta nacional mais integrada. As mortes de quatro membros de uma mesma família representam não apenas uma estatística, mas uma ferida aberta numa comunidade que agora chora em silêncio.

Enquanto se aguardam os resultados da investigação, cresce a esperança de que a comoção gerada por esta perda possa servir como ponto de partida para ações mais concretas e eficazes na prevenção de acidentes rodoviários em todo o país.