Sismo de 5.8 no Atlântico registado!

Na madrugada desta sexta-feira, um sismo de magnitude 5.8 na escala de Richter abalou o Atlântico Norte, entre o arquipélago dos Açores e o continente europeu. O fenómeno ocorreu por volta das 2h29 da manhã, tendo sido registado a uma profundidade de aproximadamente nove quilómetros.

O epicentro localizou-se a cerca de 550 quilómetros do Funchal, na Madeira, e a cerca de 750 quilómetros de Lisboa. Apesar da distância considerável, o tremor foi sentido em algumas regiões do território português, incluindo a própria Madeira e zonas do continente, como Lisboa e Setúbal.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o abalo foi percecionado com intensidade máxima II-III na escala de Mercalli Modificada. Este tipo de intensidade é geralmente descrito como fraco, podendo ser sentido apenas em ambientes interiores ou por pessoas em repouso.

Felizmente, as autoridades não registaram quaisquer danos materiais ou vítimas humanas associadas a este sismo. Segundo as entidades sismológicas, este tipo de ocorrência é relativamente comum na região, conhecida pela sua atividade tectónica intensa devido à proximidade entre placas.

A escala de Richter, usada para medir a magnitude dos sismos, classifica este abalo como “moderado”. Embora não tenha causado destruição, trata-se de um lembrete claro da instabilidade geológica do fundo oceânico naquela zona do Atlântico.

A escala de Mercalli Modificada, diferente da escala de Richter, mede os efeitos sentidos do sismo na superfície terrestre. A intensidade II indica que o tremor é detetado por poucas pessoas, especialmente em andares superiores de edifícios. A intensidade III já representa vibrações leves e perceção clara em ambientes interiores.

Especialistas do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Itália, que também registaram o evento, confirmaram que não há riscos de tsunami associados a este episódio. A energia libertada foi dissipada no oceano sem causar perturbações marítimas significativas.

Sismos com origem no oceano Atlântico são estudados atentamente por centros sismológicos europeus e internacionais, dada a sua potencial ligação a falhas geológicas entre placas tectónicas euroasiática, africana e americana.

Apesar de não ter tido consequências graves, este evento serve como reforço da importância de manter sistemas de monitorização sísmica atualizados e eficientes. Também sublinha a necessidade de campanhas de sensibilização para que a população saiba como agir em caso de sismo.

Portugal, por estar numa zona de transição geológica ativa, está sujeito a eventos sísmicos de diferentes intensidades. Este abalo, embora moderado, veio lembrar que a natureza é imprevisível e que a vigilância e prevenção devem continuar a ser prioridades nacionais.