Cinco bombeiros ficaram feridos após o capotamento de um camião de combate a incêndios, este domingo, na Autoestrada A3, ao quilómetro 71.5, na zona de Rebordões, em Ponte de Lima. A viatura, dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Tazem, dirigia-se a Ponte da Barca para integrar o reforço ao combate ao violento incêndio que consome áreas florestais da região.
O acidente ocorreu durante o transporte urgente de meios operacionais, no âmbito do plano de reforço coordenado pelo Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela. A coluna seguia com destino ao Norte do país, onde dezenas de localidades estão sob ameaça devido à propagação das chamas e ao vento intenso.
De acordo com informações prestadas no local, os cinco ocupantes sofreram apenas ferimentos ligeiros. As vítimas estão a ser avaliadas por equipas de emergência médica que se deslocaram rapidamente para prestar assistência, estando fora de perigo, segundo dados preliminares.
Apesar do aparato e do impacto do acidente, as autoridades confirmam que não há feridos graves. O camião foi retirado do local após manobras de reboque, e o trânsito na autoestrada A3 esteve condicionado por várias horas, causando longas filas e constrangimentos na circulação.
As causas do capotamento estão ainda por apurar, mas presume-se que a elevada velocidade, aliada ao peso do veículo e ao estado de urgência da missão, possa ter contribuído para a perda de controlo da viatura. A GNR e a concessionária da via estiveram no local a coordenar as operações.
O incidente volta a evidenciar o elevado risco a que os bombeiros estão sujeitos, não apenas nas zonas de combate direto ao fogo, mas também durante os trajetos que percorrem em cenários de emergência. As condições de stress e a pressão para chegarem rapidamente ao destino tornam estas deslocações especialmente perigosas.
Ponte da Barca continua a ser uma das zonas mais críticas no mapa de incêndios ativos em Portugal continental. As chamas têm vindo a aproximar-se de áreas habitacionais, levando à evacuação de algumas famílias e à mobilização de centenas de operacionais.
A Proteção Civil mantém o alerta máximo, enquanto várias frentes continuam ativas e difíceis de controlar, mesmo com o apoio de meios aéreos e reforços terrestres oriundos de vários distritos. A prioridade permanece centrada na proteção de vidas humanas e bens.
Este acidente junta-se a uma série de desafios enfrentados pelos bombeiros durante a atual vaga de incêndios, num verão marcado por condições meteorológicas extremas. A ocorrência servirá também para reforçar o apelo à prudência nas deslocações e à contínua avaliação da segurança dos meios em missão.
