O futebol português acordou esta terça-feira, 5 de agosto, com uma notícia devastadora: Jorge Costa, antigo defesa-central e figura incontornável do FC Porto, morreu subitamente aos 53 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A tragédia aconteceu no centro de treinos do clube, no Olival, em Vila Nova de Gaia, onde exercia funções como diretor desportivo.
Conhecido pela sua garra, frontalidade e liderança, Jorge Costa era apelidado carinhosamente de “O Bicho” — um nome que se tornou sinónimo da sua atitude em campo e da sua forma de estar no futebol. A perda de um dos capitães mais icónicos do FC Porto abalou não só o universo azul e branco, como também o desporto nacional.
As redes sociais encheram-se de mensagens de pesar desde o momento em que a notícia foi confirmada. Amigos, antigos colegas de equipa, dirigentes, adeptos e personalidades públicas deixaram palavras emocionadas em tributo àquele que foi muito mais do que um jogador: foi um símbolo de força, paixão e lealdade.
Uma das homenagens mais partilhadas veio de Francisco Monteiro, vencedor do Big Brother 2023, que reagiu com um desabafo tocante: “De um segundo para o outro, tudo acaba. Somos um grão de areia na imensidão de um deserto.” A mensagem rapidamente se espalhou, refletindo a comoção transversal provocada pela morte de Jorge Costa.
Dentro das quatro linhas, Jorge Costa foi um dos pilares da era dourada do FC Porto. Sob o comando de José Mourinho, foi peça-chave nas conquistas da Taça UEFA em 2003 e da Liga dos Campeões em 2004. A braçadeira de capitão era, para ele, mais do que um símbolo — era um compromisso com a história e com a exigência do clube.
Após terminar a carreira como jogador, embarcou numa nova fase como treinador, passando por vários clubes em Portugal e no estrangeiro. Mais recentemente, regressou à casa que o viu crescer, assumindo o cargo de diretor desportivo com o mesmo espírito de missão que o caracterizou enquanto atleta.
Jorge Costa era respeitado por todos — até pelos adversários — pela sua personalidade determinada e pela forma intensa como vivia o futebol. Tinha o dom raro de inspirar, dentro e fora de campo, e o seu nome ficará para sempre ligado aos momentos mais gloriosos do FC Porto nas últimas décadas.
Para os adeptos portistas, a sua morte é mais do que a despedida de um ex-jogador. É a partida de um símbolo, de um líder, de alguém que encarnava como poucos o ADN do clube. A sua figura continuará presente nas memórias dos que vibraram com os seus cortes, golos e discursos carregados de emoção.
Ainda não foram reveladas informações oficiais sobre as cerimónias fúnebres, mas é esperado que o FC Porto organize uma homenagem à altura da importância de Jorge Costa na história do clube. A cidade do Porto, habituada a celebrar vitórias com ele, prepara-se agora para lhe prestar a última despedida.
Jorge Costa parte demasiado cedo, mas deixa um legado que o tempo não apagará. Foi, é, e continuará a ser “O Bicho” — eterno capitão, eterno portista, eterno herói de uma geração.
