Na madrugada deste domingo, 10 de agosto, a cidade da Póvoa de Varzim foi palco de um homicídio que as autoridades classificam como uma execução sumária. A vítima, um homem brasileiro de cerca de 30 anos, foi alvejada com cinco disparos à queima-roupa na rua Dr. Artur Aires, pouco depois das 5h00.
De acordo com fontes ligadas à investigação, tudo aponta para que o crime esteja relacionado com o tráfico de droga, podendo tratar-se de um ajuste de contas no seio de uma organização criminosa ativa na região norte do Porto. Até ao momento, não foi confirmado o número nem a identidade dos suspeitos.
O alerta às autoridades foi dado por testemunhas que ouviram os tiros e encontraram o homem caído na via pública. No local estiveram equipas dos Bombeiros da Póvoa de Varzim, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.
Apesar da rápida chegada dos meios de socorro, a vítima não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta no local. Os disparos, efetuados a curta distância, provocaram lesões fatais e não deixaram margem para qualquer tentativa de reanimação.
A Polícia Judiciária assumiu a investigação e está a recolher testemunhos, bem como imagens de videovigilância de estabelecimentos próximos, na tentativa de identificar os autores.
A zona onde ocorreu o crime já era conhecida das autoridades por estar associada a atividades ilícitas relacionadas com tráfico de estupefacientes. Casos anteriores reforçam a suspeita de que o homicídio possa estar inserido numa disputa territorial ou de liderança dentro de redes criminosas.
Em maio deste ano, dois líderes de uma rede de tráfico que operava na Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Funchal foram condenados a penas de prisão efetiva — seis anos e dez meses para um, cinco anos e dez meses para o outro.
Moradores da área manifestaram preocupação com a insegurança crescente e o aumento de episódios violentos nas últimas semanas. Muitos temem que represálias ou novos confrontos possam ocorrer.
As autoridades reforçaram o patrulhamento na região e pedem a colaboração da população para fornecer qualquer informação que possa ajudar no esclarecimento do caso.
O corpo da vítima foi removido para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, no Porto, onde será autopsiado. A PJ mantém várias linhas de investigação abertas, mas trabalha com a forte hipótese de se tratar de mais um capítulo violento no combate entre redes rivais de droga.
