Luís Montenegro falou publicamente pela primeira vez depois de anunciar o cancelamento das suas férias, previstas entre 9 e 22 de agosto, para acompanhar de perto a crise dos incêndios que assola Portugal.
O primeiro-ministro afirmou que “o país está a viver um momento de enorme exigência” e que, perante a gravidade da situação, não podia “ficar distante nem por um dia”. Montenegro sublinhou que a prioridade do Governo é “proteger vidas, bens e o nosso património natural”, assegurando que todos os meios estão mobilizados para o combate às chamas.
Num tom solidário, o líder do Executivo endereçou uma palavra especial aos bombeiros, forças de segurança, militares e voluntários: “O vosso esforço, coragem e determinação inspiram todo o país. Portugal reconhece e agradece o vosso trabalho incansável.”
A mensagem incluiu também um apelo à população, pedindo “responsabilidade máxima” para evitar comportamentos de risco que possam originar novos focos de incêndio.
Montenegro confirmou ainda que irá deslocar-se às regiões mais afetadas já nos próximos dias, para “ouvir de perto as populações, apoiar quem perdeu tudo e garantir que a ajuda chega rapidamente”.
O chefe do Governo reconheceu que este é “um dos verões mais duros dos últimos anos” e que a dimensão da tragédia exige “união, serenidade e ação firme”.
Terminou a intervenção com um compromisso: “Não descansarei enquanto o país não recuperar a segurança e a tranquilidade que merece.”
