Luís monte negro de luto!

 

Portugal encontra-se de luto pela morte de Daniel Agrelo, bombeiro voluntário da Covilhã, que faleceu este domingo, 17 de agosto, após um acidente de viação quando seguia com a corporação para combater um incêndio rural. O trágico episódio ocorreu por volta das 19h10, na aldeia, Francisco de Assis, no concelho da Covilhã.

O sinistro vitimou mortalmente o bombeiro de 40 anos e provocou ainda vários feridos entre os ocupantes do veículo. Um dos operacionais encontra-se em estado grave, tendo sido transportado para o Hospital Universitário de Coimbra, onde permanece internado, embora estabilizado.

Daniel Agrelo era casado e pai de um filho. Recordado por familiares, amigos e colegas como um homem generoso e sempre disponível, dedicava grande parte da sua vida ao voluntariado e à missão de salvar outras vidas.

O velório realiza-se esta segunda-feira, a partir das 18h30, no salão do Quartel dos Bombeiros Voluntários da Covilhã. O local deverá receber centenas de pessoas que pretendem prestar a última homenagem ao bombeiro que serviu a comunidade com dedicação.

O funeral está marcado para terça-feira, às 10h30, no Cemitério do Peso, também na Covilhã. A cerimónia contará com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, num gesto de solidariedade para com a família e a corporação.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Luís Montenegro expressou “profunda tristeza” pela perda e destacou que “Portugal deve muito aos bombeiros”, deixando ainda votos de recuperação para os feridos. O chefe do Governo sublinhou que estes homens e mulheres representam uma das maiores forças de proteção da população e do território.

Também a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, manifestou pesar, juntando-se à onda de consternação nacional. Para o Governo, a tragédia expõe, mais uma vez, os riscos a que os bombeiros estão sujeitos diariamente no cumprimento da sua missão.

Diversas corporações de bombeiros de todo o país já se associaram às homenagens, partilhando mensagens de solidariedade e lembrando o espírito de camaradagem que une a classe. Em muitas localidades, foram feitas guardas de honra simbólicas em memória de Daniel Agrelo.

O acidente reacende a discussão sobre as condições em que os bombeiros operam, num ano em que Portugal enfrenta novamente uma vaga de incêndios florestais de grandes dimensões. A necessidade de reforçar a segurança dos operacionais volta a estar no centro do debate.

Daniel Agrelo deixa uma marca de coragem e dedicação, reconhecida não só pela sua comunidade, mas por todo o país. A sua morte simboliza o sacrifício daqueles que, sem hesitar, colocam a vida em risco em defesa de todos.