O homem que tinha ficado gravemente ferido num incêndio rural no concelho do Sabugal acabou por não resistir à gravidade das lesões e morreu esta madrugada no Hospital de São João, no Porto. A informação foi confirmada por fonte hospitalar, que deu conta do desfecho trágico.
A vítima tinha sido transferida na terça-feira para aquela unidade hospitalar, depois de ter sofrido queimaduras em larga escala. Os profissionais de saúde acompanharam a sua evolução clínica, mas desde o primeiro momento o estado era descrito como extremamente crítico.
Segundo a mesma fonte, o homem apresentava queimaduras em cerca de 75% da superfície corporal, o que o deixou numa situação de enorme fragilidade. Apesar dos esforços médicos, a gravidade das lesões não permitiu uma recuperação viável.
Durante os últimos dias, a equipa hospitalar manteve vigilância apertada, mas a instabilidade clínica foi-se agravando. O falecimento acabou por ocorrer durante a madrugada, colocando um ponto final a uma luta desigual contra os efeitos devastadores do fogo.
O incêndio que esteve na origem da tragédia mobilizou diversos meios de combate e deixou a população local em estado de alerta. O homem, cujo nome não foi divulgado, terá sido apanhado pelas chamas quando tentava proteger bens ou auxiliar no controlo do fogo.
Este episódio volta a expor os riscos a que estão sujeitas as populações que vivem em zonas de maior propensão a incêndios florestais. Todos os anos, pessoas são surpreendidas pelas chamas em circunstâncias semelhantes, muitas vezes ao tentarem salvar casas, terrenos ou animais.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil já tinha alertado, nos últimos dias, para condições favoráveis à propagação de fogos, em virtude das altas temperaturas e do vento que se fazia sentir. A tragédia no Sabugal confirma os receios e reforça a necessidade de prudência.
As comunidades rurais, em particular as mais envelhecidas, encontram-se entre as mais vulneráveis. Muitas vezes sem capacidade de resposta imediata, enfrentam o perigo de forma solitária, o que agrava as consequências quando os incêndios eclodem.
O caso será agora integrado nas estatísticas oficiais de vítimas mortais provocadas por fogos florestais neste verão. Para as autoridades, cada vida perdida reforça o apelo à prevenção, ao cumprimento das orientações de segurança e ao afastamento de áreas de risco sempre que o fogo se aproxima.
A morte do homem no Hospital de São João deixa em luto a comunidade do Sabugal e serve como mais um alerta trágico sobre a violência dos incêndios em Portugal, recordando que a luta contra este flagelo continua a ser uma das maiores prioridades de proteção civil.
