Sismo violentíssimo sentido na ilha Terceira

 


Novo sismo volta a abalar a ilha Terceira

A tarde deste domingo, 30 de agosto, ficou marcada por um novo registo sísmico nos Açores. Um sismo de magnitude 2,5 na escala de Richter foi sentido na ilha Terceira, integrando-se na crise sismovulcânica que se mantém ativa na região desde 2022.

O abalo foi registado pelo CIVISA — Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores — pelas 14h42 locais (15h42 em Lisboa), com epicentro situado a cerca de cinco quilómetros a sul-sudeste da freguesia do Raminho, no concelho de Angra do Heroísmo.

De acordo com a informação disponível, o tremor atingiu intensidade máxima IV na escala de Mercalli Modificada. Isso significa que foi sentido de forma moderada, semelhante ao impacto da passagem de veículos pesados, podendo provocar movimentos em objetos suspensos e trepidações em portas e janelas.

O fenómeno foi notado em diversas localidades da ilha, incluindo Raminho, Altares, Doze Ribeiras e Serreta, em Angra do Heroísmo, mas também em freguesias vizinhas como Biscoitos e Agualva, no concelho da Praia da Vitória.

Já o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) publicou também dados sobre o sismo, apontando uma magnitude ligeiramente superior, de 2,9, e localizando o epicentro a cerca de quatro quilómetros a sul-sudeste do Raminho. As diferenças entre os valores divulgados pelo CIVISA e pelo IPMA explicam-se pelas metodologias distintas de cálculo utilizadas pelas duas entidades.

Este abalo insere-se no quadro da crise sismovulcânica que se prolonga desde junho de 2022 e que se caracteriza por uma sequência de tremores de terra frequentes, mas geralmente de baixa intensidade. Apesar de a maioria não ser destrutiva, o registo constante mantém a vigilância científica em níveis elevados.

Até ao momento, não há relatos de danos materiais ou pessoais resultantes deste último episódio. No entanto, a repetição de sismos ao longo dos últimos meses tem aumentado a apreensão das comunidades locais, que continuam a viver em estado de alerta.

Segundo a escala de Richter, abalos com magnitudes entre 2,5 e 3,0 são considerados “muito pequenos” e, em regra, não representam risco significativo para as populações. Ainda assim, quando ocorrem de forma sucessiva, podem gerar desconforto e insegurança.

As autoridades regionais têm reforçado mensagens de tranquilidade, lembrando que a monitorização permanente do CIVISA e do IPMA garante uma resposta imediata caso surjam sinais de agravamento. Equipas científicas continuam a acompanhar em tempo real a evolução da atividade sísmica na Terceira.

Com a crise sismovulcânica já a caminho do seu terceiro ano, a população mantém-se vigilante e adaptada a este fenómeno natural, enquanto os especialistas insistem na necessidade de preparar planos de prevenção e sensibilizar a comunidade para lidar com possíveis cenários de maior intensidade.