Na manhã de terça-feira, 24 de junho de 2025, o corpo de uma mulher foi encontrado sem vida nas águas do rio Douro, junto à ponte D. Maria, na cidade do Porto. A vítima, cuja identidade ainda não foi oficialmente confirmada, aparentava ter cerca de 40 anos. A descoberta foi feita por populares que se encontravam nas imediações e alertaram de imediato as autoridades competentes.
A operação de resgate foi conduzida pelos mergulhadores do Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto, que rapidamente se deslocaram ao local após o alerta. O corpo foi retirado da margem direita do rio, num local de difícil acesso, o que exigiu a intervenção especializada da equipa de mergulho.
Após o resgate, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) foi acionada e um médico confirmou o óbito no local, emitindo o respetivo auto de verificação. Não foram encontradas, de imediato, evidências visíveis de violência no corpo, mas as autoridades sublinharam que apenas a autópsia poderá determinar as causas exatas da morte.
A Polícia Marítima esteve também presente na ocorrência e assumiu a coordenação da investigação, em articulação com a Polícia Judiciária, que irá agora apurar se se trata de um acidente, suicídio ou de um possível crime. A zona onde o corpo foi encontrado é conhecida pela sua forte corrente, o que poderá dificultar a reconstrução dos factos.
O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Porto, onde será submetido a exames periciais. As autoridades estão a tentar identificar a vítima através de registos de pessoas desaparecidas e de testemunhas que possam ter presenciado algo relevante nas horas anteriores à descoberta.
A notícia da ocorrência gerou preocupação entre os moradores e comerciantes da zona ribeirinha, que têm testemunhado um aumento de incidentes nas margens do Douro. Muitos expressaram nas redes sociais a sua tristeza e apreensão perante o caso, esperando respostas rápidas por parte das autoridades.
Nos próximos dias, espera-se que mais informações sejam divulgadas, sobretudo após os resultados da autópsia. A investigação também deverá recorrer a imagens de videovigilância e testemunhos para tentar reconstruir os últimos momentos de vida da vítima.
Até ao momento, nenhuma hipótese foi descartada pelos investigadores. A Autoridade Marítima Nacional apelou ao público para que reporte qualquer informação relevante que possa ajudar na identificação da mulher e no esclarecimento das circunstâncias do caso.
Este episódio junta-se a outros registos recentes de corpos encontrados em rios portugueses, levantando questões sobre segurança, vigilância e a necessidade de reforço dos serviços sociais em situações de vulnerabilidade. As autoridades reforçam o compromisso de seguir todas as pistas até que se obtenham respostas claras.
Enquanto isso, o caso segue sob sigilo investigativo, e a comunidade local mantém-se atenta e em luto, aguardando o desfecho de mais uma tragédia que marca o coração da cidade do Porto.
