Na noite de quinta-feira, 26 de junho, um corpo em decomposição foi encontrado na albufeira de Crestuma-Lever, em Vila Nova de Gaia. A descoberta aconteceu nas margens do rio Douro, junto à barragem, tendo sido efetuada por populares que imediatamente alertaram as autoridades.
O alerta foi recebido por volta das 21h30, levando à rápida mobilização da Polícia Marítima do Porto e dos Bombeiros de Crestuma. As equipas conseguiram retirar o cadáver da água com segurança, apesar das condições delicadas do local.
O corpo, cuja identidade permanece por apurar, apresentava um estado avançado de decomposição, o que poderá dificultar o processo de reconhecimento. Ainda não se sabe há quanto tempo a vítima estaria na água.
O cadáver foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Porto, onde será realizada uma autópsia. Só após os exames médico-legais será possível obter informações mais concretas sobre as causas da morte e possíveis sinais de violência.
As autoridades mantêm a investigação sob a alçada da Polícia Marítima, embora não se exclua a colaboração futura da Polícia Judiciária, consoante os resultados da autópsia. Até ao momento, não há dados que permitam associar o caso a desaparecimentos recentes na região.
A zona onde o corpo foi encontrado é bastante frequentada, tanto por embarcações como por praticantes de atividades náuticas. Situações semelhantes já ocorreram noutras ocasiões, levantando novamente questões sobre a segurança e vigilância da albufeira.
A barragem de Crestuma-Lever é considerada uma infraestrutura sensível, não só pela navegação intensa, mas também pelo histórico de ocorrências envolvendo corpos encontrados na água. A população local pede, há anos, um reforço da patrulha e medidas de prevenção.
Até ao momento, as autoridades não divulgaram qualquer informação sobre a possível origem do corpo ou pistas relevantes encontradas junto da vítima. O mistério adensa-se, mantendo-se o foco na identificação do indivíduo.
Entretanto, os moradores da região mostram-se apreensivos com mais este episódio trágico. “Infelizmente, este tipo de casos tem sido recorrente”, lamenta um residente, apelando a uma maior presença das autoridades na área.
O caso continua em investigação, e novas informações poderão ser reveladas nos próximos dias, após a conclusão dos exames forenses. Por agora, tudo indica que ainda há muitas perguntas por responder sobre mais esta morte junto ao Douro.
