Tragédia em Espanha: Dois mortos em incêndio devastador na Catalunha — Alerta máximo face ao calor extremo
O verão extremo em Espanha faz as primeiras vítimas mortais em consequência direta de um incêndio florestal violento na província de Lérida, na Catalunha. Dois homens, um proprietário rural de 32 anos e o seu funcionário, perderam a vida entre a noite de terça-feira (1 de julho) e esta quarta-feira (2), enquanto tentavam escapar de carro ao avanço do fogo.
Fogo de comportamento imprevisível
As chamas propagaram-se com uma violência inédita, alimentadas por ventos que chegaram aos 28 km/h e por um calor abrasador, com temperaturas acima dos 40ºC. Os corpos foram encontrados pelos bombeiros numa das zonas mais consumidas pelo incêndio, que já destruiu mais de 1.800 hectares de floresta e terrenos agrícolas.
Segundo as autoridades espanholas, a frente de fogo revelou comportamentos explosivos, dificultando o combate e o resgate. As vítimas teriam tentado fugir do local a tempo, mas acabaram encurraladas pelas chamas.
Situação fora de controlo
O presidente regional da Catalunha, Salvador Illa, descreveu a situação como “sem precedentes” e apelou à mobilização de todos os meios disponíveis:
“Os incêndios de hoje não são como os do passado. São extremamente perigosos e devem ser levados muito a sério.”
Mais de 14 mil pessoas foram aconselhadas a permanecer em casa ou a sair de zonas de risco, e há pelo menos dois focos ativos na província, aumentando a pressão sobre os bombeiros e proteção civil.
Calor extremo já matou mais três pessoas em Espanha
Para além das duas vítimas do incêndio, a onda de calor que assola Espanha já fez outras três vítimas fatais nos últimos dias:
- Um menino de 2 anos, que morreu dentro de um carro ao sol na Catalunha;
- Dois trabalhadores rurais, em Córdoba e Barcelona, suspeitos de terem sofrido golpes de calor enquanto trabalhavam.
A ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, alertou que este poderá ser o “verão mais difícil da última década“, com temperaturas recorde já registadas em junho — 46ºC em Huelva e uma média nacional de 23,6ºC, a mais alta desde que há registos.
Risco também elevado em Portugal
Portugal também se encontra sob alerta máximo, com temperaturas elevadas, ventos fortes e trovoadas secas. O caso de Mirandela, onde uma tempestade provocou danos consideráveis, é apenas um dos vários fenómenos extremos registados esta semana.
As autoridades de ambos os países reforçam os apelos à prevenção, vigilância e responsabilidade individual, alertando que qualquer descuido pode ser fatal num contexto de clima extremo e florestas ressequidas.
