Diogo Bordin, finalista da mais recente edição do Big Brother, não poupou críticas à produção do reality show da TVI, numa entrevista concedida à revista TV7 Dias. O ex-concorrente levantou sérias dúvidas sobre a imparcialidade do programa, apontando o dedo ao alegado favorecimento de Luís Gonçalves, o vencedor da edição.
Segundo Diogo, o ambiente dentro da casa tornou-se hostil e emocionalmente desgastante, especialmente após a entrada de ex-concorrentes, como Bruno Savate, que vieram, segundo ele, com o objetivo claro de influenciar o rumo do jogo. “Senti-me coagido. Havia uma tentativa constante de me provocar e desestabilizar”, revelou.
Para o brasileiro, estas intervenções externas desequilibraram o jogo e colocaram alguns concorrentes em desvantagem evidente. “Foi tudo montado para favorecer o Luís. Eles tinham acesso a informações do exterior e estavam preparados para manipular situações a seu favor”, acusou.
Diogo lamentou ainda que, apesar de vários momentos de tensão entre colegas, certas imagens nunca tenham sido transmitidas ao público. “Só cá fora percebi que a Lisa e a Carina falavam muito mal de mim. Mas isso nunca passou na emissão. Quando o Luís era criticado, aí sim, era mostrado”, denunciou.
As suas críticas não se ficaram pelos conteúdos editados. O finalista apontou também alegadas discrepâncias na captação e edição de som. “O Luís gritava, falava com agressividade, mas o som era sempre reduzido. Parecia que ele estava calmo, quando na verdade não era assim”, explicou.
Estas declarações lançam uma nova polémica sobre a transparência da produção do Big Brother e levantam questões sobre o possível controlo da narrativa televisiva por parte da equipa técnica. Diogo considera que a sua imagem foi prejudicada e que não teve as mesmas oportunidades de exposição positiva que outros concorrentes.
Para o ex-participante, a produção terá favorecido determinados perfis, ignorando conflitos que poderiam comprometer a imagem do eventual vencedor. “Houve manipulação clara da perceção do público. Não mostraram o jogo real, mostraram o que lhes interessava”, afirmou.
Diogo Bordin deixou ainda um aviso para futuras edições: “Se querem um jogo justo, não pode haver filtros seletivos. Tudo deve ser mostrado, independentemente de quem esteja em causa”.
Até ao momento, a TVI e a produtora Endemol não reagiram oficialmente às acusações de Diogo, que continuam a alimentar o debate sobre ética e imparcialidade nos reality shows.
A polémica está lançada e reacende a discussão sobre o papel da produção na construção das narrativas televisivas, especialmente em formatos que se vendem como “vida real sem filtros”.
