O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou publicamente o seu pesar pelo falecimento de José António Camacho, figura destacada da política portuguesa, especialmente nas décadas de 1970 e 1980. O antigo secretário regional das Finanças da Madeira faleceu este domingo, aos 79 anos.
José António Camacho foi o primeiro responsável pelo pelouro do Planeamento, Finanças e Comércio no Governo Regional da Madeira, liderado por Jaime Ornelas Camacho. Exerceu funções entre 1976 e 1978, desempenhando um papel fundamental nos primeiros passos da autonomia regional.
Num comunicado divulgado pela Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa recordou com carinho e respeito o percurso de José António Camacho, sublinhando o tempo em que ambos conviveram na Assembleia Constituinte. O Presidente destacou a “dedicação constante” do antigo deputado aos ideais democráticos.
Marcelo fez questão de realçar a influência de Camacho na elaboração da Constituição de 1976, num momento crucial da história democrática portuguesa. Segundo o chefe de Estado, o antigo deputado demonstrava “um compromisso genuíno com os valores da liberdade e da autonomia”.
Para além da sua presença na política regional, José António Camacho teve também uma carreira relevante no plano nacional, sendo eleito deputado à Assembleia da República. A sua participação na construção das instituições democráticas portuguesas é vista como um contributo de grande valor.
Natural de abril de 1946, o político madeirense iniciou a sua carreira profissional como docente, mantendo uma ligação estreita à educação e à formação cívica ao longo da vida. Era conhecido pela forma próxima como transmitia os seus ideais às novas gerações.
A nota da Presidência descreve-o como uma pessoa afável, dedicada ao serviço público, e empenhada na promoção de uma cidadania ativa e consciente. Mesmo após deixar os cargos políticos, continuou a envolver-se em iniciativas educativas e comunitárias.
A sua passagem pelo Governo Regional da Madeira coincidiu com um período de transformação profunda, tanto na região como no país. A estrutura administrativa e política que ajudou a implementar mantém ainda hoje marcas da sua visão e do seu trabalho.
Diversas personalidades políticas já expressaram o seu pesar pelo desaparecimento de José António Camacho, enaltecendo o seu percurso íntegro e o seu espírito democrático. A sua memória será preservada como parte da história recente da autonomia madeirense e da consolidação da democracia portuguesa.
O Presidente da República termina a sua mensagem com palavras de homenagem e gratidão, salientando que a República “perde um dos seus construtores silenciosos, mas determinados”. José António Camacho deixa um legado de serviço, integridade e compromisso com o bem comum.
