A tenista indiana Radhika Yadav, de 25 anos, foi assassinada a tiro pelo pai na manhã da passada quinta-feira, em Gurgaon, na Índia. O crime ocorreu dentro da casa da família por volta das 10h30, hora local, e chocou o país pela brutalidade e pelo motivo alegado para o homicídio.
O autor do crime, Deepak Yadav, foi detido pela polícia local e confessou a autoria dos disparos fatais. Segundo o próprio, o ato foi motivado por desentendimentos constantes e um sentimento de vergonha por depender financeiramente da filha.
Radhika geria uma academia de ténis com sucesso, atividade que não era bem vista pelo pai. De acordo com declarações policiais citadas pela imprensa indiana, Deepak reprovava o protagonismo da filha e sentia-se humilhado perante a comunidade.
Durante mais uma discussão familiar, Deepak terá perdido o controlo emocional e disparado quatro vezes contra Radhika, atingindo-a nas costas e no ombro. A jovem caiu no chão da cozinha, gravemente ferida.
Foi o tio de Radhika, irmão do agressor, que a encontrou primeiro. Disse ter visto a sobrinha caída numa poça de sangue e, com a ajuda do filho, tentou levá-la ao hospital Asia Maringo. No entanto, à chegada à unidade médica, foi declarada morta.
As autoridades apreenderam a arma usada no homicídio e estão a realizar perícias para completar a investigação. A mãe da vítima estaria presente na residência no momento do crime, e o seu eventual envolvimento está a ser avaliado.
Testemunhos de familiares indicam que a relação entre pai e filha estava deteriorada há algum tempo. Um dos pontos de tensão terá sido a participação de Radhika num videoclipe musical em 2024, o que, segundo relatos, desagradou ao pai por questões culturais e sociais.
Além de desportista, Radhika era conhecida por apoiar projetos sociais ligados ao desporto juvenil. A sua morte gerou uma onda de consternação na comunidade local, onde era vista como uma inspiração para muitas jovens atletas.
O caso levanta novamente questões sobre a violência doméstica e os conflitos geracionais na sociedade indiana, especialmente quando envolvem mulheres com independência financeira. Organizações de defesa dos direitos das mulheres já se pronunciaram, exigindo justiça célere.
A polícia continua a recolher depoimentos e a investigar as circunstâncias completas do crime. Enquanto isso, o país assiste com indignação a mais um caso trágico de violência familiar, com uma jovem promissora a perder a vida às mãos de quem deveria protegê-la.
