Dalila de Fátima Martins Guerra, de 52 anos, faleceu esta semana, vítima de doença prolongada. Figura respeitada tanto no meio técnico como político, Dalila dedicou mais de três décadas à Câmara Municipal de Barrancos, onde começou a trabalhar em 1993 e onde construiu uma carreira marcada pela seriedade e empenho.
Com formação em engenharia civil, Dalila Guerra assumiu funções como técnica superior no município, tendo contribuído para projetos estruturantes e intervenções relevantes no território. A sua competência granjeou-lhe o respeito dos colegas e a confiança de sucessivos executivos camarários.
Além do percurso profissional, destacou-se também na esfera política. Militante ativa da distrital de Beja do Partido Social Democrata (PSD), foi mandatária regional da candidatura de Luís Montenegro à liderança do partido em 2022. O seu envolvimento político era pautado pelo compromisso com a sua terra e pelo desejo de ver Barrancos crescer e modernizar-se.
No último mandato autárquico, Dalila integrava o executivo municipal como vereadora sem pelouros pela coligação PSD/CDS-PP “Tempos de Mudança”. Mesmo sem responsabilidades executivas diretas, manteve uma voz ativa nos assuntos da autarquia, sendo uma presença constante nas decisões que moldavam o dia-a-dia do concelho.
A Câmara Municipal de Barrancos manifestou, através de um comunicado oficial, “profundo pesar” pela sua morte, destacando “a entrega e dedicação com que serviu a causa pública”. O executivo enalteceu também “a competência e o entusiasmo” com que Dalila desempenhava as suas funções.
A notícia da sua morte causou forte impacto entre colegas de trabalho, representantes políticos e a população barranquenha, que sempre a viu como uma mulher determinada e acessível. A doença que lhe ceifou a vida avançou rapidamente, deixando a comunidade sem tempo para se preparar para a perda.
A sua ligação afetiva à região e a persistência em defender os interesses da população local fizeram dela uma referência para muitos. Dalila não se limitava às questões técnicas ou partidárias: era presença assídua em atividades culturais, sociais e educativas promovidas no concelho.
Com a sua morte, o executivo municipal enfrentará uma reorganização interna. A coligação PSD/CDS-PP terá de repensar a distribuição de funções, mas, mais do que isso, enfrentará a difícil tarefa de substituir alguém cujo contributo foi tanto técnico quanto humano.
Dalila Guerra deixa um legado de integridade, trabalho e dedicação ao serviço público. A sua marca ficará visível em obras e decisões estruturantes, mas também no reconhecimento e carinho das pessoas com quem trabalhou e serviu.
A sua memória será certamente honrada pela comunidade de Barrancos, que perde não apenas uma vereadora, mas uma cidadã exemplar que fez da sua vida uma missão de serviço ao próximo.
