Uma mulher de 56 anos foi detida pela Polícia Judiciária por suspeita de ter provocado um incêndio florestal de grandes proporções no concelho de Arouca. A detenção ocorreu após diligências que apontaram para a sua alegada responsabilidade no início das chamas, num cenário que colocou em risco habitações, espaços industriais e uma vasta mancha florestal.
Segundo informações apuradas no local, a suspeita estaria sob efeito de álcool quando iniciou o incêndio. De acordo com os investigadores, a mulher terá utilizado pinhas como meio de ignição, desencadeando um fogo que rapidamente se alastrou, aproveitando as condições atmosféricas desfavoráveis.
A pronta intervenção de bombeiros e meios aéreos foi fundamental para evitar uma tragédia ainda maior. O fogo, apesar de difícil controlo, foi contido a tempo de evitar que alcançasse áreas densamente habitadas, embora tenha causado prejuízos significativos em várias frentes.
Entre os danos registados, destaca-se a destruição parcial dos Passadiços do Paiva, um dos principais pontos turísticos da região, cuja perda representa também um duro golpe para a economia local, fortemente dependente do turismo de natureza.
Além disso, foram relatados estragos em anexos agrícolas e numa habitação secundária, sem que, felizmente, tenham sido registadas vítimas humanas. As autoridades elogiaram a colaboração de populares que ajudaram no combate ao fogo nos momentos iniciais.
O incêndio começou na segunda-feira e rapidamente se propagou a zonas limítrofes, afetando concelhos vizinhos como Castelo de Paiva e Cinfães. A dimensão do sinistro obrigou à mobilização de centenas de operacionais e dezenas de viaturas.
De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estiveram envolvidos mais de 590 bombeiros, apoiados por três meios aéreos, numa das maiores operações de combate a incêndios registadas nesta fase do verão.
A mulher detida, que não tinha antecedentes criminais, é residente na região e deverá ser presente nas próximas horas a um juiz de instrução criminal, para ser ouvida em primeiro interrogatório e conhecer as eventuais medidas de coação.
Este caso reacende o debate em torno da prevenção e vigilância em zonas florestais, especialmente em épocas de maior risco. Populações e autoridades locais pedem reforço de meios e campanhas de sensibilização para evitar que situações como esta se repitam.
A Polícia Judiciária continua a investigar o caso, incluindo as circunstâncias em que o incêndio foi iniciado e eventuais outros comportamentos de risco associados à suspeita. A comunidade, por sua vez, tenta recuperar dos danos e da instabilidade provocada por mais um verão marcado pelas chamas.
