A jornalista Sandra Felgueiras utilizou as suas redes sociais para denunciar publicamente a utilização abusiva da sua imagem em conteúdos de propaganda espalhados por páginas falsas. O alerta foi feito através do Instagram, onde deixou um aviso claro sobre a gravidade da situação.
Nos vídeos em causa, que circulam em várias plataformas digitais, é possível ver a imagem da jornalista associada a campanhas publicitárias falsas. Sandra afirmou que nunca autorizou o uso da sua imagem nem prestou qualquer tipo de declaração relacionada com os temas abordados nesses conteúdos manipulados.
Com uma carreira reconhecida na área do jornalismo de investigação, Sandra Felgueiras sublinhou que não tem qualquer ligação ao tipo de campanhas que os vídeos tentam promover. “Sou jornalista, não comercializo nada!”, escreveu, reforçando que a sua profissão não se coaduna com práticas de promoção comercial.
A jornalista deixou claro que nunca participou em entrevistas nos moldes apresentados, desmentindo categoricamente a autenticidade dos vídeos. Segundo explicou, alguns desses conteúdos já foram eliminados das redes, mas outros continuam a circular com novas edições.
Indignada com a situação, Sandra foi mais longe e classificou os vídeos como criminosos. Apelou à responsabilização legal dos seus autores e alertou para os riscos do uso indevido da tecnologia, especialmente quando a inteligência artificial é utilizada para manipular imagens e vozes.
“No meio televisivo, percebo que não sou a única vítima”, afirmou. A jornalista lamenta que outras figuras públicas estejam também a passar por situações semelhantes, sendo alvo de esquemas fraudulentos que colocam em causa a reputação e a segurança das pessoas visadas.
Este tipo de fraude tornou-se cada vez mais frequente, especialmente com o avanço de ferramentas de edição e geração de conteúdos através de inteligência artificial. As vítimas veem a sua imagem ser associada a promessas de enriquecimento fácil, produtos duvidosos ou serviços inexistentes.
Nos últimos meses, várias personalidades portuguesas têm feito alertas semelhantes, denunciando vídeos manipulados que utilizam as suas imagens ou vozes sem consentimento. A situação levanta sérias questões sobre proteção de identidade e ética digital.
As autoridades competentes têm sido chamadas a intervir, mas a natureza global e rápida da internet dificulta a remoção total destes conteúdos. Ainda assim, os apelos à denúncia por parte do público e ao reforço da legislação têm vindo a ganhar força.
Sandra Felgueiras encerrou a sua mensagem com um desejo claro: que o seu caso sirva de exemplo para impedir novas ocorrências. “Espero ser a última”, afirmou, apelando à consciência coletiva para travar o uso irresponsável e criminoso das novas tecnologias.
