O futebol português perdeu, esta terça-feira, uma das suas figuras mais emblemáticas. Jorge Costa, antigo capitão do FC Porto e atual diretor do clube, faleceu aos 53 anos, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória nas instalações do centro de treinos do Olival, em Vila Nova de Gaia.
O incidente ocorreu durante o dia de trabalho habitual no complexo portista. Jorge Costa foi assistido de imediato pela equipa médica do FC Porto, com o apoio dos bombeiros e da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Gaia. Posteriormente, foi transportado em estado considerado muito grave para o Hospital de São João, no Porto, onde acabaria por falecer.
A notícia da morte foi avançada pelo jornal Record e já confirmada por várias fontes ligadas ao clube. O desaparecimento do antigo internacional português gerou uma onda de consternação no meio desportivo nacional, onde Jorge Costa era amplamente reconhecido pela sua dedicação, liderança e carisma.
Como jogador, foi uma verdadeira lenda ao serviço do FC Porto. Capitaneou a equipa na histórica conquista da Liga dos Campeões em 2003/04, sob o comando de José Mourinho, e somou um impressionante palmarés com a camisola azul e branca, incluindo oito campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças.
Para além do FC Porto, passou também por clubes como Penafiel, Marítimo, Charlton e Standard Liège, onde viria a encerrar a carreira como jogador profissional em 2006. A sua ligação ao futebol prolongou-se depois nas funções de treinador e dirigente, sempre com o mesmo espírito combativo que o caracterizou em campo.
Ao serviço da Seleção Nacional, Jorge Costa somou 50 internacionalizações. Foi campeão do mundo de sub-20 em 1991, numa geração de ouro que marcou a história do futebol português. A nível sénior, foi presença regular durante quase uma década, destacando-se como um líder natural.
Em 2022, Jorge Costa enfrentou um problema de saúde do foro cardíaco, tendo sido internado e submetido a uma intervenção no Hospital de Santa Cruz. Recuperou com determinação, regressando pouco tempo depois ao ativo, desta vez nas estruturas do FC Porto.
O seu último cargo foi como diretor do futebol profissional do clube que sempre defendeu com alma. Regressou ao Dragão não apenas como ex-capitão, mas como figura de referência para várias gerações de jogadores e adeptos.
A notícia da sua morte provocou um profundo impacto junto dos portistas e do universo futebolístico em geral. Clubes, jogadores, treinadores e figuras públicas têm prestado homenagem ao antigo defesa-central, recordando a sua entrega, paixão pelo jogo e legado incontornável no futebol português.
Jorge Costa despede-se como um símbolo do FC Porto e do desporto nacional. A sua memória permanecerá viva nos corações de todos os que o viram jogar, liderar e representar com orgulho a camisola que sempre sentiu como sua. O futebol português chora hoje um verdadeiro capitão.
