Criança de 9 anos quase se afoga !

 

Um momento de tensão marcou a tarde desta terça-feira, 5 de agosto, na Praia de Altura, em Castro Marim. Uma menina de 9 anos foi resgatada inconsciente da água por um nadador-salvador, numa praia que, ironicamente, se encontra interditada a banhos devido a contaminação microbiológica.

O alerta foi dado por volta das 12h50, quando a criança entrou em dificuldades dentro de água e acabou por perder os sentidos. De imediato, o nadador-salvador presente no local entrou em ação e conseguiu retirar a menina do mar em estado inconsciente.

Logo após o resgate, os socorristas iniciaram manobras de reanimação, administrando oxigénio e outros cuidados essenciais. O INEM, bem como os bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, acorreram rapidamente ao local com o apoio da viatura Amarok do projeto SeaWatch.

A criança foi estabilizada na ambulância e, segundo as autoridades, apresentava sinais de recuperação antes de ser encaminhada para uma unidade hospitalar. Ainda assim, o susto foi grande, especialmente tendo em conta o estado interditado da praia.

A Praia de Altura encontra-se com bandeira vermelha hasteada desde o início da semana, após a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ter detetado níveis preocupantes de contaminação microbiológica na água. Como medida preventiva, a Direção-Geral da Saúde recomendou a proibição de banhos.

Este não é um caso isolado: outras duas praias do concelho — Verdelago e Praia Verde — também estão interditadas por motivos idênticos. A origem da contaminação ainda não foi identificada, e continuam a ser realizadas análises para avaliar os riscos ambientais e de saúde pública.

As autoridades locais apelam à população para que respeite a sinalização nas praias e evite o contacto com as águas afetadas. O risco de infeções e outros problemas de saúde relacionados com águas contaminadas pode ser elevado, sobretudo em crianças e pessoas com sistema imunitário mais frágil.

Apesar de a menina ter sido salva a tempo, o caso levanta preocupações sobre a vigilância nas praias interditadas e o cumprimento das normas de segurança por parte dos banhistas. Muitas vezes, o calor leva as pessoas a ignorar os avisos, colocando-se em perigo.

Enquanto se aguarda o resultado de novas análises da água para uma possível reabertura das praias afetadas, a Autoridade Marítima Nacional e os serviços municipais continuam a monitorizar a situação. A rápida ação dos socorristas evitou uma tragédia, mas o alerta permanece: o respeito pelas restrições pode salvar vidas.