ÚLTIMA HORA: Helicóptero foi DERRUBADO e mata 12 polícias em…Ver mais

Um ataque terrorista com recurso a tecnologia de drones deixou a Colômbia em estado de alerta e comoção. Um helicóptero da Polícia Antinarcóticos foi atingido durante uma operação de erradicação de cultivos de coca no município de Amalfi, no departamento de Antioquia, no noroeste do país.

A aeronave foi forçada a realizar uma aterragem de emergência após ser atingida, provocando um cenário trágico. Inicialmente, o presidente Gustavo Petro informou que oito agentes tinham perdido a vida e outros oito estavam feridos, mas o número de mortos acabou por subir para 12, segundo atualização oficial.

As autoridades enfrentaram grandes dificuldades no acesso ao local do ataque, uma região montanhosa e de vegetação densa. Isso atrasou significativamente tanto o resgate dos feridos quanto a remoção dos corpos. “Não foi possível retirar os feridos nem os corpos”, declarou uma fonte oficial à agência EFE.

As investigações preliminares apontam para a autoria da Frente 36, um dos grupos dissidentes das extintas FARC, como responsável pela ação. Os terroristas terão utilizado um drone armado para atingir o helicóptero em pleno voo.

O presidente Petro classificou o ataque como “um ato de guerra” cometido por este grupo dissidente do Estado-Maior Central, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), denunciando a gravidade do ato contra as forças de segurança nacionais.

Por sua vez, o governador de Antioquia, Andrés Julián Rendón, garantiu que toda a estrutura hospitalar da região foi mobilizada para dar resposta imediata aos feridos. Ressaltou ainda que a zona é alvo de disputas territoriais entre vários grupos armados ilegais.

Além da Frente 36, o Clã do Golfo, a maior organização criminosa da Colômbia, também atua intensamente nesta região, dificultando qualquer esforço de estabilização. Essa sobreposição de forças tem alimentado a violência e a instabilidade local.

Este atentado ocorre num contexto em que o governo tenta retomar conversações com diversas organizações armadas, na esperança de avançar no processo de paz. No entanto, ataques como o de Amalfi colocam em xeque a viabilidade desses esforços.

A ofensiva contra a polícia é considerada uma das mais letais dos últimos tempos, reforçando a urgência de medidas de segurança mais eficazes. O episódio representa um duro revés na luta contra o narcotráfico e evidencia os desafios enfrentados pelo Estado colombiano.

Enquanto o país chora as vítimas, cresce a pressão sobre o governo para rever a sua estratégia de combate às organizações criminosas, sobretudo em áreas onde a presença do Estado ainda é frágil ou inexistente.